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domingo, 24 de janeiro de 2010

Trocando em miúdos - Do absurdo de não escrever...

Olá você que me acompanha...
Bom estar com você!
Aqui começo meu blog propriamente dito. O meu desassossego, a indignação, minhas reflexões e esperanças vão estar aqui, neste espaço.
Tiro os olhos da tela e descanso as mãos. Deixo de digitar por um instante...
E, depois de pensar um pouco, entendo porque escrevo. E fico feliz diante desse insight. Vou confessar  pela primeira vez: escrevo para aplacar a percepção do absurdo... Por isso não escrevo estórias, escrevo poesia. Pois pelas propriedades da arte poética eu posso desdizer o que eu disse antes, como dizia o metamórfico-ambulante Raulzito. Escrevo, pois, para me reestruturar internamente para caber aqui fora, nessa realidade sem janela que é o mundo tal qual temos de aceitar.
Isso mesmo: que eu e você temos que aceitar. Que absurdo!..
O pouco que eu vivi neste mundo (e ainda sou jovem!-perdão...) me permitiu captar outras realidades, perceber outros mundos. Mas, definitivamente, tenho que aceitar este mundinho aqui. 
Por que TENHO que aceitar este? Você deve ter se perguntado antes e já descobriu logo! Pensou mais rápido, não? Pois é por aí: Essa realidade que aceito a contragosto e você também, é a única aceitável pela sociedade vigente e a única praticável. Pois fazemos parte de um grupo.  E se não vivermos de acordo com as crenças dele somos alienígenas. Simples, assim.
Funciona desse modo: a minha realidade e a sua são os nossos relacionamentos. Se eu convivesse com fadas e gnomos, ou com espíritos de outra ordem ou configuração energética, ou ainda com os ETS (e ainda não vi nenhum em Varginha)... então uma outra realidade seria concretizada nesses  relacionamentos. Podemos ver isso em pequena escala dentro da sociedade. A torta dentro da torta.
Alguns indivíduos mais radicais se juntam e formam partidos, agremiações, times, seitas e criam mini-realidades. Estou fora! Apenas quebram em pedaços esta imensa torta para tentarem digerir, mas as vezes se aprofundam tanto nessa nova realidade que acabam tendo indigestão.
Aí eu escrevo. Escrevo. E escrevo. E aplaco esta vontade de partir essa torta e comê-la em pedacinhos. Mas estou só observando. Como observador escrevo e consigo aplacar este absurdo de viver.
Outras pessoas escrevem para construir estruturas de dominação
Escrever e falar tem metas parecidas. 
Pessoas há que falam, constroem frases e períodos nunca redundantes. Existem nelas ritmo e melodia. Não querem convencer ninguém, pois não têm certeza de nada. Fazem poesia... 
Outras, falam, falam, repetem a mesma estória com o intuito de não se fazerem esquecidas da sua condição de mando e poder. São ladainhas, discursos, profecias. Dialética e retórica em profundo entrelace amoroso, com a finalidade de levar os mais incautos ao vício e à submissão -através de uma estrutura qualquer profana ou religiosa.
Escrevo eu, portanto,  para aplacar a impotencia diante de catástrofes como a do Haiti, por exemplo. Muito se falou. Centenas de milhares de pessoas já sofridas e postas em miséria morreram. E vem um sentimento de horror diante do absurdo em contraste com nossa pequenez. Pronto já falei do Haiti. 
Mas a mídia vai repetir e repetir. E ninguém vai entender. E de tanto repetir (confirmando o seu poder de dogma) as pessoas "se acalmam" e conseguem segurar o grito reprimido diante da loucura, até que outra catástrofe ou contrasenso os despertem para o caos novamente e a mídia cumpra o seu papel e lhes dê o "soma" - o comprimido anestesiante e pacificador (se quiser, pode ser alienante... dá na mesma). 
Mas de forma um pouco diferente,  escrevo para dar uma direção ao que não tem sentido.
Para abrir janelas onde não tem portas.
Para compreender o que não pode ser nem percebido.
Para desdizer o que outrora jamais chegou a ser dito.
Para dar concretude às nossas (minhas e suas) ilusões coletivas de liberdade, justiça e amor. Pois é de ilusão que tecemos nossa humanidade. Já dizia Miguel de Campoamor: Deixa voar bem alto a fantasia....sem ilusão a vida o que seria?!?..      
>>> ' Té +!  Bom encontro é de dois. Até amanhã ou depois! - Profex
0001-Trocando em miúdos - Do absurdo de não escrever...

Meus Poemas - Resta uma rima


...E digo ainda a contragosto
que nem tudo foi possível:
faltou um fiapo de alegria,
e umas gotas de bom senso.
Mas sobrou dor - inconfundível - tipo nervo exposto...

Faltou também sinceridade,
faltou quem sabe, poesia,
um naco apenas para se alcançar 
o sentido da busca da verdade.

Mas não faltou coragem.
Mostrei minha carta de intenções
enxuta -disse em poucas palavras.
Arrisquei minha imagem de durão
e dei-lhe fartas razões pra decidir
acreditar em mim, que não mudei...
 
Arrisquei e perdi.
Faltou sobretudo, tolerância e respeito,
faltou jeito e jogo de cintura.
Faltou um pedido de recurso, 
quem sabe, mais uma instância.

Mas encerrou-se o tempo.
Acabou a sessão.
Ganhou a verdade e o orgulho ferido
perdeu mais uma vez o coração.
 
Varro o entulho. Saio de cena cabisbaixo.
Foi-se a festa. O amor acabou.
E todos os sonhos, os meus e os seus.
Recomponho o que resta da minha autoestima.
Não me encaixo mais no esquema desta pantomima;
e digo então adeus,

para que meu poema 
não perca de vez a sua última rima!
Autor: Expedito Gonçalves Dias
(Escrito em 15-05-2001 às 15:00 h, em casa)
0012-Meus Poemas - Resta uma rima 

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