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domingo, 24 de outubro de 2010

Meus Poemas - Uma Encomenda Para Despedida

Explicação necessária: O que vai escrito a seguir foi feito em final de passagem de turno, quando eu ainda trabalhava na PQU-uma subsidiária da Petrobrás, nos idos de 74. Um colega de trabalho insistiu que escrevesse algo para 'terminar com a namorada' e me contou alguns detalhes. Eu já sabia a paixão dele pela Sumi. Eu tinha 24 anos na época. Ele, Hiroshi, tinha 37 anos; ela, Sumi, 27.E rabisquei rapidamente, atrás de um bloco de uma pps(permissão para serviço)-um formulário de trabalho, usado na época. Sem preocupação com métrica ou rima. Apenas queria transcrever a dor desse velho amigo de confidências, ali na hora, versos que deixaria pra mulher que tanto amara.
O que aconteceu depois eu não fiquei sabendo, pois esse amigo já estava de saída da PQU e até do Brasil. Não o vi mais. Deixo registrado neste post. Na verdade nem sabia que esse texto amarelado ainda estava comigo, depois de tantos anos, ...
"Por décadas, sumi deste planeta.
Você freqüentou todas as recepções,
aquelas, de gala, do grand monde.
Eu fiquei por aí, a esmo, vagando.
O mundo tem, sim, suas estações:
Volto a escrever, dou as caras de novo!
Volto a ser povo, ser gente, pego a caneta,
Vejo você, se escondendo nos bastidores,
disfarçadamente, fantasiando suas dores.
Eu era um lacaio, um joguete,
mas, volto a viver, de repente.
Saio do meu refúgio, da casca do ovo.
No seu topete, você foi cruel:
Ignorou-me, simplesmente,
saiu quando quis, de soslaio,
sem nenhuma declaração.
Nem voltou depois das dez.
Pelo meu lado, fui sempre fiel,
sempre calado, na minha.
Como naquela canção:
'se sumi, ninguém sabe,
-também isso!-, ninguém viu...'
Completo o batido refrão,
a antiga e fugaz ladainha:
“Estranhos caminhos pisei...'
Mas aqui, estou de volta.
Se antes sangrei, mudei.
Tanto faz neste momento
pois deletei tudo. Cansei!!!
E aceitei essa nova condição,
digo, sem mágoa ou revolta.
Não paguei um milhão por ela.
Veio-me assim de sopetão,
mas sem nenhum estardalhaço:
minha mente está desperta,
meu coração, Sumi, está zen.
De novo,  a porta se abriu.
Sinto-me alerta novamente.
De certo, é um primeiro passo,
mas estou indo muito bem!
Deletei tudo, Sumi, cansei!
Mas olha que estou redimido,
tudo que fizemos está perdoado...
Simplesmente aceitei
essa nova realidade,
cristalina como água,
sem mágoa, ou subterfúgio.
Que fique registrado aqui:

Pra mim, me achei!
pra você, Sumi.”
(Escrito Santo André-SP, em 06-06-1974, 23h)                
a partir de 25/10/10
-Autor: Expedito Gonçalves Dias (Profex)
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